{"id":32185,"date":"2026-07-27T16:39:34","date_gmt":"2026-07-27T19:39:34","guid":{"rendered":"https:\/\/minutoextra.com.br\/?p=32185"},"modified":"2026-07-27T16:39:34","modified_gmt":"2026-07-27T19:39:34","slug":"acesso-a-saude-reduz-historias-de-perdas-em-comunidade-do-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/minutoextra.com.br\/?p=32185","title":{"rendered":"Acesso \u00e0 sa\u00fade reduz hist\u00f3rias de perdas em comunidade do Amazonas"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-07\/acesso-a-saude-reduz-historias-de-perdas-em-comunidade-do-amazonas\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>Morador da zona rural de Carauari, no interior do Amazonas,\u00a0Francisco Solivan Peres de Ara\u00fajo perdeu a m\u00e3e quanto tinha 2 anos. Ela faleceu\u00a0durante o parto de sua irm\u00e3.\u00a0\u201cDeu uma hemorragia. Na \u00e9poca, n\u00e3o tinha possibilidade nenhuma de chegar na cidade\u201d, contou ele \u00e0 reportagem, relembrando as condi\u00e7\u00f5es de vida na regi\u00e3o no final da d\u00e9cada de 80.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1697602&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1697602&#038;o=rss\"><\/p>\n<p><strong>A triste hist\u00f3ria de Solivan, atual presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores Agroextrativistas da Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Uacari (Amaru), \u00e9 muito comum pela regi\u00e3o. S\u00e3o relatos de perdas, sequelas e traumas provocados pela dist\u00e2ncia entre a zona rural e a zona urbana. Ou, at\u00e9 mesmo, pela falta de dinheiro para conseguir deslocar-se at\u00e9 a cidade para um atendimento em sa\u00fade.<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-07\/projeto-leva-atendimento-medico-comunidades-ribeirinhas-do-amazonas\">Projeto leva atendimento m\u00e9dico a comunidades ribeirinhas do Amazonas.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-07\/mulheres-da-amazonia-se-unem-para-enfrentar-mudancas-climaticas\">Mulheres da Amaz\u00f4nia se unem para enfrentar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-07\/catadoras-de-mangaba-resistem-especulacao-imobiliaria-em-aracaju\">Catadoras de mangaba resistem \u00e0 especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria em Aracaju.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Carauari \u00e9 um munic\u00edpio de grande extens\u00e3o territorial, um dos maiores do Brasil, com mais de 25,7 mil quil\u00f4metros de \u00e1rea \u2013 maior at\u00e9 do que diversos pa\u00edses. <\/strong>Banhado pelo sinuoso Rio Juru\u00e1 e cercado pela Floresta Amaz\u00f4nica, isso significa que ir da zona rural de Carauari, onde est\u00e3o concentradas as popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas, at\u00e9 a zona urbana, onde h\u00e1 a estrutura p\u00fablica fixa de sa\u00fade, pode levar horas ou dias de viagem. O trajeto depende do tipo de embarca\u00e7\u00e3o e da situa\u00e7\u00e3o do rio. Se estiver em \u00e9poca de seca, o percurso pode ser ainda mais demorado.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dez dias, a reportagem da <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> participou de uma expedi\u00e7\u00e3o para conhecer comunidades ribeirinhas de Carauari, instaladas na Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (RDS Uacari). A viagem teve in\u00edcio com um deslocamento de cerca de 35 horas de lancha expressa de Manaus at\u00e9 a cidade. Depois, mais quatro horas de deslocamento at\u00e9 a comunidade de Bauana. De l\u00e1, mais quatro horas para percorrer comunidades localizadas at\u00e9 a regi\u00e3o de Campina. A reportagem ouviu muitas hist\u00f3rias tr\u00e1gicas que, talvez, pudessem ter um desfecho diferente se, naquela \u00e9poca, houvesse pol\u00edticas p\u00fablicas para o atendimento \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o ribeirinha.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=470048:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/EU3_zACu5Aym0s5KW0sauMVYKOU=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/07\/27\/bauana-posto-saude-45_0.jpg?itok=4CMsbk9P\" alt=\"Amazonas 27\/07\/2026 - Projeto leva atendimento m\u00e9dico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. (Francisco Solivan, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores Agroextrativistas da Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Uacari (Amaru). Cr\u00e9dito: \u00a0Lucas Bonny\/FAS\" title=\"\u00a0Lucas Bonny\/FAS\"><br \/>\n        <noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/EU3_zACu5Aym0s5KW0sauMVYKOU=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/07\/27\/bauana-posto-saude-45_0.jpg?itok=4CMsbk9P\" alt=\"Amazonas 27\/07\/2026 - Projeto leva atendimento m\u00e9dico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. (Francisco Solivan, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores Agroextrativistas da Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Uacari (Amaru). Cr\u00e9dito: \u00a0Lucas Bonny\/FAS\" title=\"\u00a0Lucas Bonny\/FAS\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=470048 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Francisco Solivan, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores Agroextrativistas da Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Uacari (Amaru) &#8211; <strong>\u00a0Lucas Bonny\/FAS<\/strong><!--END copyright=470048--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Resgate<\/h2>\n<p>Os relatos de mortes de moradores da regi\u00e3o por falta de atendimento eram ainda mais comuns at\u00e9 os anos 90, quando a prefeitura instalou um sistema de lanchas de resgate que \u00e9 utilizado para atender situa\u00e7\u00f5es de gravidade ou de emerg\u00eancia. Mesmo assim, ainda persistem relatos de demora no atendimento por causa da imensa dist\u00e2ncia que precisa ser percorrida at\u00e9 a \u201ccidade\u201d, como os ribeirinhos chamam a \u00e1rea urbana de Carauari.<\/p>\n<p><strong>Adriana da Silva e Silva tem sequelas na perna ap\u00f3s ter sido picada por uma cobra em janeiro de 2019, na comunidade de S\u00e3o Jos\u00e9 do Nachiqui, povoado ribeirinho tradicional situado \u00e0s margens da Bacia do Rio Juru\u00e1.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA gente chamou o resgate, s\u00f3 que no momento n\u00e3o estava dispon\u00edvel. Demorou mais de 24 horas para chegar o atendimento. Quando eu me desloquei da comunidade at\u00e9 a cidade, em raz\u00e3o das horas que eu passei, eu sofri muito devido ao veneno e n\u00e3o tinha soro. A\u00ed minha perna inchou muito, ficou irreconhec\u00edvel. Para n\u00e3o perder a perna, eles tiveram que fazer quatro cirurgias\u201d, contou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Naquele momento cogitaram lev\u00e1-la \u00e0 capital Manaus, onde sua perna seria amputada. Os m\u00e9dicos de Carauari, no entanto, conseguiram salvar o membro. Apesar disso, Adriana enfrenta diversas sequelas desse epis\u00f3dio.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes, quando eu ando, eu perco o tato da perna. E se eu ficar muito tempo com a perna encolhida, eu tenho dificuldade para esticar e se eu ficar com ela esticada, eu tenho dificuldade para encolher. E ela incha muito\u201d.<\/p>\n<p>Raimundo Viana da Cunha, ex-morador da comunidade Mandioca e atualmente colaborador do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) tamb\u00e9m carrega as marcas de uma trag\u00e9dia familiar.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 os anos 90, aqui no M\u00e9dio Juru\u00e1, a gente tinha pouca assist\u00eancia em v\u00e1rios sentidos, mas a da sa\u00fade era a mais carente. Em 1994, a gente morava na comunidade Mandioca e o meu irm\u00e3o adoeceu. Nessa \u00e9poca, a gente n\u00e3o tinha apoio de governo e das organiza\u00e7\u00f5es de base, que hoje t\u00eam esse trabalho fortalecido. A gente dependia de regat\u00e3o [comerciante ambulante que navega pelos rios da Amaz\u00f4nia vendendo ou distribuindo suas mercadorias] para fazer um deslocamento at\u00e9 a sede do munic\u00edpio para ter um atendimento m\u00e9dico. E o meu irm\u00e3o esperou uma semana doente sem ter nenhum barco passando. A gente n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias na \u00e9poca\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Quando finalmente sua m\u00e3e conseguiu uma carona no regat\u00e3o, demorou uma semana para que ela e o filho doente conseguissem chegar at\u00e9 a cidade. Isso porque a prioridade do regat\u00e3o era vender suas mercadorias pelo caminho.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO fato \u00e9 que, depois de duas semanas, meu irm\u00e3o foi atendido e n\u00e3o teve mais condi\u00e7\u00e3o de fazer nada pela sa\u00fade dele \u2013 e ele veio a \u00f3bito\u201d, contou Raimundo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>At\u00e9 hoje, ele\u00a0n\u00e3o sabe o que provocou a morte do irm\u00e3o. S\u00f3 lembra que ele reclamava de dores na barriga.<\/p>\n<p>\u201cEssa era uma situa\u00e7\u00e3o comum at\u00e9 os anos 1997, quando as organiza\u00e7\u00f5es, j\u00e1 mais um pouco fortalecidas, buscaram nossos direitos. E a\u00ed come\u00e7ou a ter um olhar especial para o M\u00e9dio Juru\u00e1 e foi quando essa situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ter outro sentido. Mas, at\u00e9 essa data, muitas fam\u00edlias sofreram essas calamidades nessa quest\u00e3o de doen\u00e7as porque a gente n\u00e3o tinha um atendimento. Isso causou uma evacua\u00e7\u00e3o do M\u00e9dio Juru\u00e1, de fam\u00edlias que, assim como a minha, foram para a cidade em busca de ter um atendimento melhorado, j\u00e1 que n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos isso aqui\u201d, lembrou.<\/p>\n<h2>Sa\u00fade mais pr\u00f3xima<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=470047:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/dfZIeINoN1q4La9ip1hXKrE3HrQ=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/07\/27\/bauana-posto-saude-26_0.jpg?itok=SQfO0y5B\" alt=\"Amazonas 27\/07\/2026 - Projeto leva atendimento m\u00e9dico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. ( suprimentos do posto de sa\u00fade de Bauana, em Carauari). Lucas Bonny\/FAS\" title=\"Lucas Bonny\/FAS\"><br \/>\n        <noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/dfZIeINoN1q4La9ip1hXKrE3HrQ=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/07\/27\/bauana-posto-saude-26_0.jpg?itok=SQfO0y5B\" alt=\"Amazonas 27\/07\/2026 - Projeto leva atendimento m\u00e9dico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. ( suprimentos do posto de sa\u00fade de Bauana, em Carauari). Lucas Bonny\/FAS\" title=\"Lucas Bonny\/FAS\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=470047 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Projeto leva atendimento m\u00e9dico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. &#8211; <strong>Lucas Bonny\/FAS<\/strong><!--END copyright=470047--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Para todos esses ribeirinhos, a experi\u00eancia comprovou que, se houvesse atendimento em sa\u00fade mais pr\u00f3ximo de suas comunidades, essas hist\u00f3rias n\u00e3o seriam t\u00e3o tr\u00e1gicas.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEu imagino que, h\u00e1 38 anos, quando a minha m\u00e3e faleceu, era dif\u00edcil, muito dif\u00edcil. Meu pai n\u00e3o tinha sequer uma rabetinha para que pudesse se deslocar. N\u00e3o tinha possibilidade nenhuma de um resgate como tem hoje, de levar a pessoa para a cidade por meio de [uma lancha a] motor\u201d, disse Solivan.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Para muitos deles, estar mais pr\u00f3ximo da cidade poderia significar um melhor atendimento em sa\u00fade. No entanto, isso afastaria as fam\u00edlias de seu territ\u00f3rio e de um trabalho que \u00e9 tradicional e contribui para a preserva\u00e7\u00e3o das florestas brasileiras: o extrativismo e a agricultura familiar.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA RDS Uacari, que a gente representa hoje como associa\u00e7\u00e3o, tem 633 km de extens\u00e3o. E ela \u00e9 composta por 31 comunidades, um pouco mais de 409 fam\u00edlias. E essas fam\u00edlias vivem do extrativismo e da sociobiodiversidade\u201d, disse Solivan.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ele conta que l\u00e1 s\u00e3o explorados o manejo do pirarucu sustent\u00e1vel, o l\u00e1tex da seringa e a cadeia das oleaginosas, como a andiroba, o a\u00e7a\u00ed e a ucuba, al\u00e9m da agricultura familiar.<\/p>\n<p>O ideal, defendem os ribeirinhos, seria que a sa\u00fade pudesse estar mais pr\u00f3xima dessa popula\u00e7\u00e3o, sem que elas precisassem deixar seus territ\u00f3rios. No entanto, \u00e9 um desafio para o Poder P\u00fablico instalar postos de sa\u00fade por todas as comunidades ribeirinhas, ainda mais diante do or\u00e7amento reduzido das prefeituras de cidades pequenas. Carauari, por exemplo, tem cerca de 28 mil habitantes, segundo o \u00faltimo censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).\u00a0 A <a href=\"https:\/\/space-dd1.sfo2.digitaloceanspaces.com\/prod\/transparencia\/pm-carauari\/2025\/12\/planejamento-contas\/loa\/edition20251215134613-VcwWqB.pdf\" target=\"_blank\">estimativa de or\u00e7amento<\/a> para este ano de 2026 foi estabelecida em R$ 142 milh\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=470049:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/OqbB9fu22epKk8Em3L5QzVw9E-w=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/07\/27\/bauana-posto-saude-92_0.jpg?itok=57B3qWpi\" alt=\"Amazonas 27\/07\/2026 - Projeto leva atendimento m\u00e9dico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. (Secret\u00e1rio de Sa\u00fade de \u00a0Carauari, Manoel Brito). Cr\u00e9dito: \u00a0Lucas Bonny\/FAS\" title=\"\u00a0Lucas Bonny\/FAS\"><br \/>\n        <noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/OqbB9fu22epKk8Em3L5QzVw9E-w=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/07\/27\/bauana-posto-saude-92_0.jpg?itok=57B3qWpi\" alt=\"Amazonas 27\/07\/2026 - Projeto leva atendimento m\u00e9dico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. (Secret\u00e1rio de Sa\u00fade de \u00a0Carauari, Manoel Brito). Cr\u00e9dito: \u00a0Lucas Bonny\/FAS\" title=\"\u00a0Lucas Bonny\/FAS\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=470049 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Secret\u00e1rio de Sa\u00fade de \u00a0Carauari, Manoel Brito &#8211;\u00a0<strong>\u00a0Lucas Bonny\/FAS<\/strong><!--END copyright=470049--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o encontrada at\u00e9 ent\u00e3o pela prefeitura foi oferecer o resgate por lanchas, servi\u00e7o que custa mensalmente entre R$ 40 mil e R$ 45 mil para os cofres municipais, segundo o secret\u00e1rio de sa\u00fade de Carauari, Manoel Brito. H\u00e1 tamb\u00e9m a disponibilidade das Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade (UBS) fluviais, que percorrem as comunidades para atendimento em sa\u00fade. No entanto, pelo alto custo, isso s\u00f3 ocorre de forma eventual.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA prefeitura sozinha, com recursos pr\u00f3prios, n\u00e3o consegue [instalar unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade pelas comunidades]. A arrecada\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio n\u00e3o comporta isso. Temos planejamento e temos conhecimento sobre esses territ\u00f3rios, sabemos dessas necessidades. Por isso as parcerias com o terceiro setor t\u00eam sido important\u00edssimas\u201d, disse o secret\u00e1rio \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Procurado, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade tamb\u00e9m reconheceu a import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil nos territ\u00f3rios, em articula\u00e7\u00e3o com as diretrizes do SUS. E informou que tem buscado aumentar os investimentos voltados ao atendimento das popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas e demais comunidades que vivem em \u00e1reas de dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p>\u201cNeste ano, est\u00e3o sendo aplicados R$ 500 milh\u00f5es para a implanta\u00e7\u00e3o de Equipes de Sa\u00fade da Fam\u00edlia Ribeirinha, que contam com m\u00e9dicos, enfermeiros e t\u00e9cnicos de enfermagem e profissionais de sa\u00fade bucal. Prefeituras de 2.690 munic\u00edpios podem requisitar servi\u00e7os espec\u00edficos nas popula\u00e7\u00f5es das \u00e1guas \u2014 possibilidade que antes existia apenas para 784 munic\u00edpios da Amaz\u00f4nia Legal e do Pantanal Sul-Mato-Grossense\u201d, diz nota que foi encaminhada \u00e0 reportagem pelo minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Segundo a pasta, nas regi\u00f5es que j\u00e1 contam com o servi\u00e7o, existem 332 equipes de Sa\u00fade da Fam\u00edlia Ribeirinha e 71 Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade Fluviais que levam atendimento de sa\u00fade \u00e0s comunidades mais isoladas, \u201cvencendo desafios hist\u00f3ricos como barreiras geogr\u00e1ficas, vazios assistenciais, dificuldades de fixa\u00e7\u00e3o de profissionais e impactos das emerg\u00eancias clim\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n<h2>Parceria com a sociedade civil<\/h2>\n<p><strong>Nesta \u00faltima semana, uma parceria entre a prefeitura da cidade de Carauari e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil tornou poss\u00edvel a instala\u00e7\u00e3o de dois pontos de sa\u00fade mais pr\u00f3ximos dessas comunidades ribeirinhas.<\/strong><\/p>\n<p>Chamado de SUS na Floresta, o modelo realizado em Carauari \u00e9 resultado de um edital do programa Juntos pela Sa\u00fade. O projeto \u00e9 executado pela Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (FAS), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) e a Umane, com gest\u00e3o do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e apoio t\u00e9cnico da prefeitura de Carauari e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-07\/projeto-leva-atendimento-medico-comunidades-ribeirinhas-do-amazonas\" target=\"_blank\">Os dois pontos foram instalados nas unidades de Bauana e Campina<\/a> da Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel e a expectativa \u00e9 que, juntos, eles possam atender 56 comunidades ribeirinhas e beneficiar cerca de 4,7 mil pessoas com atendimento de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria.\u00a0<\/p>\n<p>Cada uma dessas unidades foi equipada com consult\u00f3rios para atendimentos presenciais e remotos, sala de triagem, consult\u00f3rio odontol\u00f3gico, conex\u00e3o \u00e0 internet, equipamentos de telessa\u00fade e \u00e1reas para a perman\u00eancia das equipes, de forma integrada ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cSe naquela \u00e9poca tivesse esse sonho que estamos realizando hoje, que \u00e9 um ponto de sa\u00fade [instalado nas comunidades ribeirinhas] e que d\u00e1 a possibilidade de garantir uma vida melhor para os ribeirinhos, n\u00e3o tenho d\u00favida em Deus que minha m\u00e3e ainda estaria viva\u201d, disse Solivan.<\/p>\n<\/blockquote>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=470051:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/2XLvEm-avxEyODcbWJrvIDjTXrw=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/07\/27\/bauana-posto-saude-127_0.jpg?itok=UpGeRK7c\" alt=\"Amazonas 27\/07\/2026 - Projeto leva atendimento m\u00e9dico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. ( o enfermeiro Ant\u00f4nio Carlos Bezerra e Valcl\u00e9ia Lima, superintendente-geral adjunta da FAS. Cr\u00e9dito: \u00a0Lucas Bonny\/FAS\n\" title=\"\u00a0Lucas Bonny\/FAS\"><br \/>\n        <noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/2XLvEm-avxEyODcbWJrvIDjTXrw=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/07\/27\/bauana-posto-saude-127_0.jpg?itok=UpGeRK7c\" alt=\"Amazonas 27\/07\/2026 - Projeto leva atendimento m\u00e9dico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. ( o enfermeiro Ant\u00f4nio Carlos Bezerra e Valcl\u00e9ia Lima, superintendente-geral adjunta da FAS. 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Houve tamb\u00e9m um caso grave de desnutri\u00e7\u00e3o infantil, que contou com um grande esfor\u00e7o da equipe de enfermagem da unidade de Campina.<\/p>\n<p>\u201cAqui n\u00f3s conseguimos fazer o que elas s\u00f3 conseguiriam na cidade ou ent\u00e3o em uma vinda da UBS fluvial, que vem aqui duas vezes por ano devido \u00e0 log\u00edstica\u201d, contou o enfermeiro Ant\u00f4nio Carlos Alves Bezerra, atualmente trabalhando na unidade de Campina.<\/p>\n<p>Segundo ele, trata-se de uma popula\u00e7\u00e3o que &#8220;vai muito pouco ao m\u00e9dico&#8221;. &#8220;S\u00f3 vai mesmo quando chama resgate ou ent\u00e3o quando a UBS Fluvial passa por aqui\u201d, acrescentou o enfermeiro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAlguns pacientes que estiveram aqui com a gente relataram casos de antes do resgate e da exist\u00eancia desse ponto. Teve um paciente que perdeu dois filhos devido uma picada de cobra. Ele ficou 12 horas esperando [por socorro] e, nessa \u00e9poca, ainda n\u00e3o tinha essa tecnologia que tem hoje como aparelho celular. Mas como naquela \u00e9poca n\u00e3o tinha nem o resgate e nem o ponto, esse paciente veio a \u00f3bito\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Agora, com esse atendimento prim\u00e1rio mais pr\u00f3ximo da popula\u00e7\u00e3o, a expectativa \u00e9 que se diminuam em at\u00e9 80% as chamadas para o resgate por lancha<\/strong>, estimou o enfermeiro Carlos. \u201cVamos salvar muito mais vidas e vamos evitar tamb\u00e9m os resgates. Se eles vierem aqui, faz-se o atendimento e s\u00f3 vai para cidade se for um caso de emerg\u00eancia mesmo. Mas j\u00e1 vai sair daqui estabilizado\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Mickela Souza Costa, gerente do Programa Sa\u00fade na Floresta da Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (FAS), <strong>o projeto SUS na Floresta pretende n\u00e3o s\u00f3 oferecer novas estrat\u00e9gias para as popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas, como tamb\u00e9m contribuir para que elas permane\u00e7am em seus territ\u00f3rios com a garantia de que estar\u00e3o tendo acesso ao seu direito \u00e0 sa\u00fade.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSe as pessoas come\u00e7arem a decidir ir embora de seus territ\u00f3rios, isso vai ser catastr\u00f3fico. Primeiro por que quem \u00e9 que vai cuidar do que est\u00e1 aqui? E segundo: os centros urbanos n\u00e3o est\u00e3o, em hip\u00f3tese alguma, preparados para receber um \u00eaxodo rural. Voc\u00ea vai ter um <em>boom<\/em> de aumento em problemas sociais que j\u00e1 s\u00e3o latentes nos centros urbanos. Dentro das diversas Amaz\u00f4nias, a gente n\u00e3o pode esquecer que n\u00f3s temos cidad\u00e3os brasileiros que precisam que as pol\u00edticas cheguem. E se o governo, por um acaso, n\u00e3o est\u00e1 conseguindo interiorizar isso, \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o apoiar\u201d.<\/p>\n<h2>Mais sa\u00fade<\/h2>\n<p>O atendimento nas duas novas estruturas em sua primeira semana de funcionamento foi muito elogiado pelos moradores. \u201cEsse ponto de sa\u00fade \u00e9 muito importante para a vida dos comunit\u00e1rios porque a gente sofria muito com essa quest\u00e3o da log\u00edstica de quando a pessoa adoece e precisava ir at\u00e9 a cidade para ser atendido. A UBS que passa nas comunidades n\u00e3o era suficiente para a gente ter um atendimento melhor na \u00e1rea da sa\u00fade&#8221;, disse Maria das Neves, moradora da comunidade Novo Horizonte e vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc).<\/p>\n<p>O colaborador do ICMBio, Raimundo Viana, concorda com ela. \u201cVejo isso como um ponto muito positivo porque hoje a gente vai ter um atendimento no M\u00e9dio Juru\u00e1 que, h\u00e1 20 ou 30 anos atr\u00e1s, a gente nem sonhava que poderia existir, Com a instala\u00e7\u00e3o desses postos, a vida de quem mora aqui vai ter outro sentido na \u00e1rea da sa\u00fade. A log\u00edstica da Amaz\u00f4nia \u00e9 complexa. Mas em se tratando do M\u00e9dio Juru\u00e1, \u00e9 ainda mais complexo porque a gente est\u00e1 mais distante dos grandes centros. E aqui o transporte \u00e9 por rabetinha, uma canoa com motorzinho. Hoje o munic\u00edpio oferece um resgate, mas isso ainda n\u00e3o atende toda a demanda, porque a demanda \u00e9 grande\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ele, com os pontos instalados em Bauana e em Campina, as dist\u00e2ncias para conseguir um atendimento em sa\u00fade ser\u00e3o bastante encurtadas. \u201cEm vez de de gastar 12 horas de onde eles est\u00e3o para chegar na sede do munic\u00edpio, eles v\u00e3o gastar quatro horas, dependendo do local que eles est\u00e3o, para esses pontos que foram instalados no M\u00e9dio Juru\u00e1. Essa \u00e9 uma vantagem muito importante\u201d, disse Raimundo.<\/p>\n<p>Para Valcl\u00e9ia Lima, superintendente-geral adjunta da FAS, h\u00e1 ainda muitos desafios a serem enfrentados para que se consiga garantir sa\u00fade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o ribeirinha. \u201cUm dos grandes desafios \u00e9 o log\u00edstico e operacional: os custos de se estar aqui, de manter uma equipe de sa\u00fade aqui e que \u00e9 responsabilidade da prefeitura. Tamb\u00e9m \u00e9 desafiador captar recurso e conseguir convencer um parceiro [um financiador] de levar uma estrutura dessa para um lugar como esse. Muitas vezes ele quer investir em outras coisas e outras a\u00e7\u00f5es, mas isso aqui faz a diferen\u00e7a para quem est\u00e1 no territ\u00f3rio\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Outro desafio, destacou ela, diz respeito \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os. \u201cInfelizmente ainda tem uma pr\u00e1tica no Brasil de que nem sempre o pr\u00f3ximo gestor d\u00e1 continuidade \u00e0quilo que o anterior est\u00e1 fazendo. Isso muitas vezes gera um retrocesso\u201d. No entanto, destaca Valcl\u00e9ia, o projeto SUS na Floresta j\u00e1 demonstra que \u00e9 poss\u00edvel direcionar melhor os recursos e os atendimentos, contribuindo at\u00e9 mesmo para uma economia de gastos pela prefeitura.<\/p>\n<p>Os moradores, no entanto, sabem que \u00e9 preciso ir muito al\u00e9m.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c\u00c9 preciso implantar mais posto de sa\u00fade, tanto dentro da RDS quanto da Resex [Reserva Extrativista] do M\u00e9dio Juru\u00e1. O que divide as duas unidades \u00e9 somente o rio. Uma reserva de um lado, a outra reserva \u00e9 do outro. Mas as pessoas s\u00e3o as mesmas, a dor das pessoas \u00e9 a mesma. A dor de um \u00e9 a dor do outro\u201d, falou Solivan.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><em>*A rep\u00f3rter viajou a convite do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e da Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (FAS)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morador da zona rural de Carauari, no interior do Amazonas,\u00a0Francisco Solivan Peres de Ara\u00fajo perdeu a m\u00e3e quanto tinha 2 anos. Ela faleceu\u00a0durante o parto de sua irm\u00e3.\u00a0\u201cDeu uma hemorragia. Na \u00e9poca, n\u00e3o tinha possibilidade nenhuma de chegar na cidade\u201d, contou ele \u00e0 reportagem, relembrando as condi\u00e7\u00f5es de vida na regi\u00e3o no final da d\u00e9cada [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":32186,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-32185","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/minutoextra.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32185","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/minutoextra.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/minutoextra.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/minutoextra.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/minutoextra.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=32185"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/minutoextra.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32185\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/minutoextra.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/32186"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/minutoextra.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=32185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/minutoextra.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=32185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/minutoextra.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=32185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}